Transportadora estranha ser citada em denúncias
Patrícia Zanin
De Londrina
O procurador no Brasil da transportadora paraguaia Nuestra Senõra de La Asunción, Jesus Oddone, negou ontem à Folha, por telefone, qualquer envolvimento da empresa com roubo de carretas e apoio ao narcotráfico. Uma denúncia contra a empresa foi encaminhada a Brasília, mas o nome dela não consta do dossiê do Paraná entregue aos parlamentares da CPI do Narcotráfico, com nomes de pessoas e empresas que devem ser investigadas pela Comissão no Estado.
Oddone, que é paraguaio, mas mora em Foz do Iguaçu há 18 anos, disse ter estranhado a existência da denúncia. Não fomos comunicados. Nunca, absolutamente nunca, fizemos operações irregulares e não iríamos colocar em risco com negócios ilícitos uma organização de 37 anos, afirmou.
Ele disse ser absurda a possibilidade de envolvimento da empresa com roubo de carreta e narcotráfico. Segundo Oddone, a Nuestra Senõra é a maior empresa de transporte do Paraguai. A Receita Federal e os bancos nos conhecem. Temos alvará, CGG, Imposto de Renda em dia, inscrição na Junta Comercial. Tudo regular. Não temos nada a ocultar e se formos chamados a dar esclarecimentos, nossas portas estão abertas, garantiu.
Além de transporte de cargas, a empresa faz transporte de passageiros de Foz do Iguaçu para Ciudad del Leste, além de linhas internacionais para o Chile, Uruguai e Argentina. A frota, incluindo carretas e ônibus é de 280 veículos. O movimento mensal, segundo Oddone, chega a 70 carretas e de dez a 12 ônibus por dia. As carretas são importadas do Brasil, de acordo com o procurador. Além de sede em Assunção, a empresa tem filiais em Foz do Iguaçu e em São Paulo, e emprega 500 funcionários. O faturamento não foi revelado.





