A Justiça Eleitoral começa a encaminhar no final de julho as correspondências para os quase 5 mil mesários que participarão das eleições e que passarão por treinamento em setembro. A atuação do dito cidadão comum no pleito, contudo, deve ir bem além de toda a logística que antecede o dia da votação: ‘‘Embora a Justiça Eleitoral não fuja às regras da Justiça comum e tenha de ser provocada, apoiamos todas as iniciativas que visem a tornar a eleição a mais transparente possível. Em um segundo momento, creio que, por essa transparência, pesa também o eleitor saber se o candidato em quem ele quer votar não tem problemas e mostra um currículo que de fato o credencia para o posto’’.
  A análise é do juiz eleitoral Carlos Maurício Ferreira, coordenador da eleição municipal em Londrina e responsável pela 42ª Zona Eleitoral. Em entrevista à FOLHA, o magistrado avaliou como positiva a criação do Comitê 9840 ‘‘Eleitor Consciente’’, na última quinta-feira, pela subseção regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e Pastoral Fé e Política, da Igreja Católica. O grupo se encarregará de receber denúncias de uso da máquina e de compra de votos e encaminhá-las como representações ao Ministério Público Eleitoral (MPE) ou diretamente à Justiça Eleitoral, para adoção de medidas. O nome do comitê é inspirado na lei federal 9840/99, que prevê a cassação do registro ou do diploma de candidatos beneficiados pelos dois ilícitos. (J.G.)

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