O estudo ''Orçamentos do Poder Legislativo'', feito pela organização não-governamental Transparência Brasil, examinou as previsões de gastos aprovados para este ano no Senado, Câmara, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais e confirmou a tendência de altos custos já registrados em 2007. Segundo o estudo, o Poder Legislativo do Brasil deve permanecer entre os mais onerosos do mundo para o cidadão. Foram analisados 54 parlamentos. Apenas em 14 o reajuste do orçamento de 2008 ficará inferior à inflação, e apenas sete reduzirão os custos, quando comparados com os de 2007.
O levantamento mostrou também que os parlamentares mais caros, este ano, serão os senadores. Cada um custará mais de R$ 34 milhões para os cofres. Na Câmara dos Deputados, o gasto por parlamentar está previsto em R$ 6,9 milhões. Mesmo com o alto custo dos deputados federais, um deputado estadual do Rio de Janeiro ou de Santa Catarina, por exemplo, sairá mais caro, custando mais de R$ 7 milhões.
O decreto presidencial publicado ontem para normatizar a utilização de carros oficiais foi considerado dispensável pelo diretor executivo da organização não-governamental (ONG) Transparência Brasil, Cláudio Abramo. O cumprimento da atual legislação, segundo ele, seria suficiente para coibir o mau uso dos carros. ''Acho desnecessário. (A medida) estimula a criação de outros decretos tão detalhistas a respeito de uma infinidade de atividades e coisas. Para tudo vai ter que ter um decreto'', questiona Abramo. (Com Agência Brasil)

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