Transferência deve agilizar a investigação
A remoção dos processos de Foz para Curitiba foi determinada pela Justiça Federal, em Foz, que declinou competência dos inquéritos para comarca de Curitiba, a pedido do Ministério Público Federal. Com a medida, resta o translado dos autos, que tem acontecido em viagens com segurança redobrada.
A promoção foi embasada num estudo técnico e político do MPF, de mais de 40 páginas. Um dos argumentos está na regra processual que determina como comarca prioritária aquela onde foi cometido o crime mais contundente, no caso em Curitiba.
Para o órgão, a investigação chegou no estágio de ouvir gerentes e diretores de banco (eles são citados, praticamente, em todos os processos). Hoje, cada depoimento tem sido colhido através de carta precatória, o que torna o trabalho burocrático. Com os autos na capital, o Poder Judiciário terá, em tese, mais agilidade para ouvir os indiciados.
Outro argumento é a chance de criação de uma força-tarefa para concluí-los. Este ano foi formada uma missão caseira, mas o resultado não foi satisfatório devido ao acúmulo de casos investigados pela Procuradoria da República. Em Curitiba, a estrutura do Poder Judiciário é maior.
O Ministério Público Federal justifica ainda que as investigações têm se arrastado na cidade desde 1997. Dos 700 inquéritos, menos de 20 foram oferecidos à Justiça Federal e transformados em ações penais (quando o juiz aceita a denúncia) oito delas neste ano (A.P.).





