Transferência de Vorcaro abre caminho para acordo de delação
Banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília, a pedido do ministro André Mendonça, para a superintendência da PF
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sexta-feira, 20 de março de 2026
Banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília, a pedido do ministro André Mendonça, para a superintendência da PF
André Richter - Agência Brasil 

Brasília - O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido de helicóptero na noite de quinta-feira (19) da Penitenciária Federal em Brasília para a superintendência da PF (Polícia Federal), também na capital federal.
A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre as fraudes no Master.
A mudança do local de prisão foi o primeiro passo das tratativas para o fechamento de um acordo de delação premiada com os delegados responsáveis pela investigação.
Com a transferência, os investigadores poderão ter acesso direto ao banqueiro e a seus advogados sem precisar passar pelas barreiras de segurança da penitenciária federal, que é um presídio de segurança máxima.
Vorcaro deverá ficar preso na mesma sala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou custodiado antes de ser transferido para a Papudinha.
Sigilo
Os próximos passos do processo de negociação de delação seguirão em sigilo. O banqueiro aceitou assinar um compromisso de confidencialidade com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos para manter sua prisão, Vorcaro decidiu mudar de advogado e passou a cogitar delatar políticos e juízes que tiveram relações pessoais com ele nos últimos anos.
A defesa de Vorcaro se reuniu com o ministro André Mendonça na terça-feira (17) e foi solicitada pelo advogado José Luís Oliveira Lima. A possibilidade de o banqueiro oferecer uma delação premiada foi citada durante a conversa com o ministro. Lima assumiu a defesa do banqueiro após a banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixar o caso. A mudança sinalizou a intenção de Vorcaro de propor um acordo de delação premiada para a PF.
Vorcaro passou a cogitar delatar quem teve relações pessoais com ele, como políticos e juízes, após o Supremo formar maioria de votos para mantê-lo preso na Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.
Lima já atuou na formatação de diversos acordos de colaboração, entre eles, o do ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro, um dos delatores da Operação Lava Jato.
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Prisão
No dia 4 deste mês, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.





