Curitiba - O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), estuda adotar novas medidas para reforçar a segurança dos parlamentares. No último dia 12, quando ocorreria a votação do "pacotaço" fiscal do governador Beto Richa (PSDB), membros da base aliada chegaram ao prédio em um ônibus do choque. A atitude não impediu que 30 mil manifestantes ocupassem o pátio da AL e pressionassem o Executivo a retirar as propostas para reexame.
"Temos que fazer uma análise, até para que possamos ter segurança absoluta no espaço que é reservado ao parlamento. A Casa não pode sofrer qualquer tipo de pressão", afirmou, sem entrar em detalhes. Ele garantiu, contudo, que não pensar em barrar o acesso de servidores às galerias. Alguns deputados sugeriram que a AL instalasse vidros blindados em suas dependências. "Sempre existe o pedido, mas no calor das discussões. A gente não pode agir com a emoção, e sim com a razão."
O presidente também repassou à APP-Sindicato o levantamento dos prejuízos causados durante a ocupação. Conforme a AL, seriam necessários
R$ 51,4 mil para fazer reparos e repor objetos faltantes. A intenção é que não haja uma "judicialização" da questão e que as duas instituições cheguem a um acordo sobre os valores. Questionado por jornalistas, Traiano ponderou que os números não incluem as grades danificadas para que os parlamentares entrassem na Casa. "Aquilo não se considera uma ação dos invasores. Portanto, nem seria de bom arbítrio que nós viéssemos a imputar."
Para a professora Marlei Fernandes, secretária de finanças da APP, há um "exagero nos números, como sumiço de xícaras, microfones e garrafas". "E mesmo o orçamento apresentado nós podemos questionar. Mas queremos fazer esse debate por completo para chegarmos a um bom termo. A APP e as demais entidades irão repor todos os danos." (M.F.R.)

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