Traiano estuda encurtar semana de trabalho na AL
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terça-feira, 09 de agosto de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), confirmou ontem que estuda adotar uma semana de trabalho de somente dois dias na Casa em setembro, por conta da proximidade com as eleições municipais, marcadas para 2 de outubro. Assim, as plenárias de quarta-feira, que já vinham sendo antecipadas para o período da manhã, deixarão de ocorrer. Dos 54 parlamentares hoje com mandato, sete são candidatos a prefeituras: Maria Victória (PP), Ney Leprevost (PSD), Requião Filho (PMDB) e Tadeu Veneri (PT) em Curitiba; Chico Brasileiro (PSD) em Foz do Iguaçu; e Paranhos (PSC) e Márcio Pacheco (PPL) em Cascavel.
"Possivelmente teremos duas sessões, com extraordinárias (quando não há cobrança de presença), para não prejudicarmos o andamento das matérias aqui. Há um pleito dos deputados e dos próprios candidatos já homologados pelas convenções. Acredito que se nós não trouxermos prejuízo para a Casa, não tem nenhuma razão para não obtermos, enfim, essa pauta de dois dias", afirmou o tucano. "O Congresso Nacional vai trabalhar apenas, me parece, uma vez por semana. Nós vamos fazer o possível para trabalharmos aqui com toda a intensidade, sem prejuízo de pauta", completou. Ele disse ainda que até agora não recebeu nenhum pedido de licença de deputado.
A notícia, contudo, não caiu bem entre algumas lideranças partidárias. Professor Lemos (PT) falou que não participou de nenhuma discussão e que defende o cumprimento do regimento interno. "Teremos prejuízo, porque as comissões temáticas precisam examinar os projetos. Compromete e empobrece o debate", avaliou. Tercílio Turini (PPS), que integra a chamada bancada independente, tem opinião semelhante. "Temos que lembrar que não votamos a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2017 ainda, e não por culpa da Assembleia, mas sim do governo. Já foi feita uma concessão aos candidatos, que é a antecipação da sessão de quarta."
Para o líder do governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), tudo depende da ordem do dia. "Se não houver nenhum projeto que seja absolutamente fundamental, eu penso que é possível eventualmente reduzir, até porque a Assembleia sempre compensa com mais sessões; não é o problema do resultado do trabalho específico do parlamentar. O que não podemos ter é prejuízo em relação ao processo legislativo, e neste sentido eu tenho preocupação. Creio que se for possível numa semana ou outra fazer algum tipo de ajuste na agenda de trabalho pode ser feito, mas como regra, é melhor a Assembleia funcionar da forma como prevê o regimento."


