Curitiba – Diante da repercussão negativa da notícia de que aumentaria as verbas de ressarcimento dos 54 deputados estaduais em ao menos 24%, de R$ 31,4 mil para R$ 39 mil, o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), voltou atrás. "É uma decisão da Mesa Executiva. Entendemos que o momento não era oportuno e, portanto, não se discute mais o assunto", afirmou, ontem, em entrevista aos jornalistas que acompanhavam a sessão na Casa. O valor é utilizado para pagar despesas como combustíveis, locação de imóveis, telefone, assinatura de jornais, TV a cabo, alimentação e outros insumos. A reposição representaria um impacto anual de R$ 4,9 milhões aos cofres públicos.
O tucano não contou, porém, se o "congelamento" valerá até o final do ano ou da Legislatura, que se encerra em dezembro de 2017. "Não posso precisar, porque há uma defasagem. Agora, nesse momento, pelo menos, não se trata mais desse tema", despistou. Na semana passada, ele defendeu o reajuste, alegando que não costuma fazer "demagogia". "Há uma defasagem. Se fôssemos aplicar aquilo que é de direito, numa eventual correção, ultrapassaria a casa dos 40%", disse, então. Hoje, além das verbas e dos salários, de R$ 25,3 mil, os parlamentares recebem uma cota de R$ 78,5 mil para contratação de 23 funcionários comissionados. Eventuais acréscimos não são votados em plenário. Para que passem a valer, basta que a Mesa assine e publique um ato em Diário Oficial.

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