Traiano critica datas comemorativas, mas defende utilidade pública
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba Responsável por definir a ordem do dia, isto é, a pauta das sessões plenárias, o presidente reeleito da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), contou que considera títulos de utilidade pública relevantes, por atenderem a demandas dos municípios, entretanto, criticou o fato de demais mensagens de menor relevância dominarem as discussões na Casa. "Tenho visão bem contrária quanto às datas comemorativas. Minha opinião é que o parlamentar deveria ter mais cautela em relação a isso."
Por outro lado, o tucano argumentou que, como chefe de um poder, não pode cercear o direito dos 54 deputados estaduais de protocolarem as matérias que julgarem relevantes. "[Com os títulos] você está servindo a entidades representativas que atuam em várias áreas. Agora, essa coisa de fazer projeto para determinar o dia de sei lá o que, sou muito contra. Creio que pega mal para o próprio parlamentar. Mas não tem como mudar", afirmou.
Para o cientista político Marcio Carlomagno, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), embora de maneira geral não sejam bem recebidas pelos cidadãos, proposições desse tipo são mesmo do jogo democrático. "O representante x é eleito por determinada região ou por um segmento, como o religioso, e tenta de alguma forma dar retorno ao seu eleitorado. Às vezes, faz isso de forma mais objetiva, com projetos concretos, e outras de forma mais simbólica. Não são projetos que vão mexer com o governo ou a sociedade, mas fazem parte", comentou.
O professor lembrou que a situação acontece em todos os níveis federal, estadual e municipal e disse ainda não caber a ele definir o que deve ou não ser debatido no Legislativo. "Claro que não é saudável que seja a única pauta. E se você vai pro nível municipal, isso muitas vezes ocorre. Mas existindo também uma discussão substantiva de políticas públicas e outros temas, é legítimo (
) Tem que ver também o tempo que cada coisa consome. Apesar do volume grande [de mensagens de impacto reduzido], em muitos casos já existe um modelo pré-pronto, o deputado só preenche os dados e ninguém vai se opor." (M.F.R.)


