Curitiba - O líder do PSDB na Assembléia Legislativa, Ademar Traiano, disse ontem que se ''equivocou'' ao informar à imprensa que conhecia Verônica Durau, suspeita de ser funcionária ''fantasma'' na Casa. Quinta-feira passada, quando a denúncia se espalhou pelos corredores da Assembléia, Traiano garantiu que ela estava lotada na liderança do PSDB. O tucano também acrescentou que era uma ''funcionária antiga'', que ''fazia de tudo um pouco''.
''Ela não é funcionária da liderança do PSDB. Não é, nem nunca foi. Recebi uma informação equivocada, num primeiro momento, mas depois eu verifiquei e vi que não era verdadeira. Estou me redimindo'', disse Traiano, acrescentando que a Assembléia deve apurar o caso ''com rigor''. Sexta-feira passada, Verônica enviou um pedido de exoneração à Assembléia. Uma sindicância na Casa irá apurar em qual gabinete estava lotada e se, de fato, ela não aparecia para trabalhar. Verônica não foi encontrada para comentar o assunto.
O presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), admitiu que não há controle sobre os funcionários dos gabinetes, mas se manifestou contrário à proposta do petista Tadeu Veneri, que tentará aprovar no plenário um item que obriga a divulgação pública da relação dos funcionários que exercem cargos em comissão. ''A Assembléia tem controle sobre os funcionários da Casa. Já os funcionários dos gabinetes são de responsabilidade dos próprios parlamentares. Quem quiser que publique sua relação de funcionários'', declarou Justus.
Veneri afirma que o sexto parágrafo do artigo 33 da Constituição do Estado já obriga a divulgação de informações do tipo. ''O Legislativo é um espaço público. São servidores pagos com recursos de toda a população, que tem o direito de saber quem são, onde estão e o que fazem os integrantes da folha de pagamento do Legislativo'', disse. O petista estuda aprovar o item através de um projeto de lei ou de uma emenda ao Regimento Interno, que atualmente passa por reformas. (C.S.)

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