Mais quatro pessoas foram ouvidas ontem no inquérito que investiga o assassinato do prefeito de Fênix (63 km a leste de Campo Mourão), Manoel Custódio Ramos (PMDB), 51 anos. Duas delas, de acordo com o delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Renato Bastos Figueiroa, seriam antigos fornecedores de drogas a dois filhos de Ramos, com os quais eles teriam uma dívida de quase R$ 1,5 mil pela compra de crack. Já os dois depoimentos formais foram prestados à tarde por um médico da cidade e pelo vice de Ramos, Aristóteles Dias dos Santos Filho (PMDB), que assumiu a prefeitura na última segunda-feira.
O prefeito foi executado com quatro tiros, no último sábado, quando voltava à noite de um churrasco com a namorada adolescente. Ao estacionar o carro na garagem de casa, foi chamado ao portão por um rapaz que, depois de efetuar os disparos, fugiu a pé até ser levado por um carro que o aguardava a 500 metros do local do crime. A Polícia Civil trabalha com as hipóteses de ter havido motivação política ou cobrança de dívida do tráfico.
Segundo o delegado do Cope, a possibilidade de haver richa política entre o vice de Ramos e ele, bem como da vítima em relação ao médico dono de um hospital prestes a ser municipalizado em Fênix foram negadas ontem nos dois depoimentos. ''Eles disseram que não estavam rompidos com o prefeito, apesar de terem tido lá algumas discussões'', afirmou Figueiroa, que anteontem declarou ter certeza de que a execução se tratou de ''crime por encomenda''.
Conforme o delegado, a conversa informal com os dois rapazes supostamente ex-fornecedores de droga aos filhos de Ramos aconteceu nas cidades vizinhas de Barbosa Ferraz e Engenheiro Beltrão. ''Ainda não podemos adiantar muita coisa, mas em breve teremos novidades em relação a essas pessoas'', resumiu o delegado, que disse ainda que mais cinco pessoas devem ser ouvidas nos próximos dias.

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