Agência Estado
De Cuiabá
A Interpol e a Polícia Federal tentam prender o traficante Fábio Guerra, considerado o maior ‘‘cabriteiro’’ (receptador de carro roubado) na fronteira do Brasil com o Paraguai, segundo fontes ligadas às investigações. Ele é o mais novo nome na lista dos investigados no inquérito policial que apura a morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado no mês passado, após denunciar a existência de uma rede de corrupção no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Fábio Guerra, Marcos Vítor Guerra, Marcos Peralta Árias, Félix Paniágua e Beatriz Árias são as peças-chave para a elucidação do crime. Até o momento, Beatriz é a única pessoa da qual a Polícia Federal revela ter tomado depoimento, e que está presa em Cuiabá.
Para a polícia, Fábio é considerado um integrante do narcotráfico internacional e teria se encontrado com Leopoldino, em Ponta Porã, para lhe fornecer documentos comprovando algumas das denúncias que o juiz havia feito contra parte dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Os traficantes Fábio e Marcos Guerra são parentes. O primeiro teria tido contato para o encontro do segundo com o juiz. O nome dele foi citado pela mãe (Joana Árias) e pelo irmão de Beatriz (Joamildo Barbosa). Marcos Peralta é tio de Beatriz e a teria acompanhado com o juiz Amaral em viagem de Cuiabá a Porto Murtinho (MS). De lá, segundo informações, teriam seguido até Ponta Porã, para o encontro com os Guerra.
O presidente da OAB de Mato Grosso, Ussiel Tavares, não descarta a possibilidade de ingressar com uma representação contra a Polícia Federal no Estado para agilizar a conclusão do inquérito sobre a morte do juiz Amaral.
Em Brasília, um grupo de quatro deputados da CPI do Narcotráfico retoma hoje as investigações sobre o envolvimento de políticos, empresários, policiais civis e militares com o comércio de entorpecentes no Acre.

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