Traficante diz que
viu deputado em
reuniões com Pascoal
Sobre o envolvimento de Augusto Farias com o grupo de traficantes, Jorge Meres, que denunciou o deputado ontem, disse que, em 1996, viu Augusto Farias em reuniões no Village Palace Hotel e Real Palace Hotel, em São Paulo. Ele trabalhava para o advogado William Marques, também integrante da quadrilha, que tinha um escritório central em São Paulo, num prédio onde PC Farias mantinha um dos gabinetes.
Em 1997, o traficante participou de um encontro com Pascoal, Augusto Farias e o deputado estadual José Gerardo (PTB-MA), quando foi decidido que Stênio Mendonça seria assassinado. ‘‘PC tinha empresas em nome de William e, com sua morte, passou a controlá-las’’, disse Meres.
Segundo ele, Augusto Farias também lucrou com a morte do irmão porque herdou muitas das empresas dele. Na próxima terça-feira, a CPI fará uma acareação entre o caminhoneiro e William Marques. O deputado negou envolvimento com a quadrilha e disse que não conhece o caminhoneiro. (A.E.)

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