Os trabalhos da Câmara de Vereadores de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina) estão paralisados desde ontem, por força de liminar concedida pelo juiz André Luis Palhares Montenegro de Moraes, daquela comarca. Na semana passada o vereador Lindolfo da Silva (PMDB), recém-empossado na presidência da Câmara, entrou com mandado de segurança pedindo a suspensão das sessões, depois de uma grande confusão que se iniciou com um bate-boca entre os legisladores.
Lindolfo, que assumiu o cargo depois que Silas Vanderlei Teodoro (PDT) renunciou ao mandato, conta que abriu a sessão com a intenção de dar posse ao suplente do ex-presidente, Pedro Aparecido de Azevedo, somente no final do expediente, como prevê o regimento. A decisão do presidente teria contrariado o vereador Vanderlei Marim da Silva (PMDB), que reivindicava a posse na abertura dos trabalhos. ''Era um capricho dele, que eu me neguei a atender'', argumenta Lindolfo. A polícia foi chamada, mas segundo o presidente o tumulto não foi controlado e ele resolveu suspender a sessão.
Vanderlei e outros três vereadores teriam então reaberto a sessão ordinária, elegendo a primeira secretária como presidente e dando posse a Azevedo. Na sequência, teriam também votado dois projetos de lei. Segundo o advogado de Lindolfo, Paulo Cesar Gonçalves Vale, o regimento prevê que a sessão só poderia ser reaberta com a presença de seis dos nove vereadores.
Na próxima semana, porém, o advogado pretende entrar com agravo contra a decisão judicial, já que além de suspender as sessões, a também foram paralisados os trabalhos do legislativo. ''Vamos agravar porque entendemos que o legislativo não pode ficar parado.''
A FOLHA tentou entrar em contato com Vanderlei Marim da Silva, mas o telefone de sua residência não foi atendido.

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