Trabalhistas tentam manter Ciro em segundo
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segunda-feira, 02 de setembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo Os presidentes nacionais do PDT e PPS, respectivamente Leonel Brizola e o senador Roberto Freire, reuniram-se ontem no Rio de Janeiro para traçar estratégias que objetivam interromper a queda nas pesquisas de intenção de voto do candidato da Frente Trabalhista a presidente da República, Ciro Gomes (PPS). Nas últimas pesquisas Ciro aparece em segundo lugar, pouco à frente de José Serra (PSDB).
Depois da reunião, Brizola e Freire deram entrevista coletiva à imprensa Freire em que, para defender Ciro, atacaram duramente os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) líder nas pesquisas e Serra. Segundo eles, Serra não tem autoridade para resolver o problema do desemprego como vem prometendo, já que esteve durante oito anos no governo e não resolveu.
Freire atribuiu parte da queda de Ciro nas pesquisas à agressividade dos programas de Serra na campanha. ''Mesmo assim, as agressões contra Ciro deram ao nosso candidato um atestado de idoneidade, porque nenhuma delas atinge a conduta ética de Ciro na gestão pública'',afirmou o presidente do PPS.
O candidato do PT também foi alvo do ataque de Freire e Brizola. ''Lula deixou de mostrar com clareza as propostas de oposição para se comprometer com banqueiros'', acusou Leonel Brizola, que apoiou Lula nas últimas três eleições presidenciais.
Freire argumentou que, se for para manter a política atual do governo, é melhor ficar com o original: José Serra. O presidente do PPS disse ainda que os eleitores devem atentar para o fracasso das administrações petistas no Rio Grande do Sul, em Recife e São Paulo.
Segundo os líderes da Frente Trabalhista, não haverá mudança significativa na estratégia da campanha de Ciro nos programas de rádio e televisão, mas uma adaptação ao atual momento, para mostrar o quanto o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso foi lesivo aos interesses do Brasil e da população.


