Trabalhadores aceitam abono e suspedem greve no transporte
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Dos cerca de 1,7 mil trabalhadores do transporte coletivo em Londrina, 726 aceitaram em assembleia realizada durante todo o dia de ontem manter suspensa a greve até 7 de agosto, em função do anúncio de um abono emergencial de 7% que será pago pelas empresas dentro desse prazo. O índice, retroativo aos meses de junho (data base da categoria) e julho, foi proposto anteontem pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em reunião com integrantes dos sindicatos que representam os funcionários (Sinttrol) e as concessionárias Grande Londrina e Francovig (Metrolon) como solução provisória contra a paralisação do sistema. Além dos votos favoráveis à proposta defendida pelo Sinttrol, 364 optaram pela greve imediata, sem aceitação da proposta da véspera, seis votaram em branco e e quatro anularam.
A apuração dos votos, no Terminal Urbano Central, foi concluída por volta das 18h15, quando o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, leu aos presentes a correspondência que será encaminhada hoje de manhã ao Metrolon e ao MPT como resultado do pleito. Em seguida, avisou: ''Se tiver depois disso, será uma absoluta falta de consideração de vocês''.
O sindicalista lembrou os funcionários do estudo que o prefeito Barbosa Neto (PDT) encomendara à Universidade Estadual de Londrina (UEL), horas antes, na planilha estudada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Na coletiva no gabinete, Barbosa salientou que uma prévia dessa análise deve ficar pronta até a próxima quarta-feira. O presidente do Sinttrol reforçou a data aos companheiros. ''Eles estabeleceram prazo de até quarta-feira, mas antes, até é possível buscar uma solução'', anunciou.
A FOLHA questionou Silva sobre qual seria a ''solução'' sugerida: aumento de salário, a ser proposto pelas empresas, aos funcionários, ou aumento de tarifa, anunciado pela CMTU, às concessionárias? ''Uma proposta aceitável por parte das empresas. Mas acredito que as partes possam negociar, e não porque ninguém esteja pressionando'', esquivou-se.
A categoria reivindica 10% de reajuste, referentes a 4% de ganho real mais 6% da inflação acumulada em um ano. O abono anunciado pelas empresas na reunião com o procurador do Trabalho Luiz Carlos de Fabre contempla motoristas (salário mensal bruto de R$ 1.366) e cobradores (R$ 845 mensais).


