Total Linhas Aéreas nega irregularidades
Brasília - A Total Linhas Aéreas informou, por escrito, que não há irregularidades na sua recente contratação pelos Correios. ''Na realidade, a ECT (Correios) fixa no momento da licitação um preço de referência. Ficamos com 4,9% acima dessa estimativa. Como é de conhecimento público, a planilha que forma esse preço não contempla todos os custos inerentes à operação, como, por exemplo, estruturação de bases. Vale ressaltar que os contratos possuem cláusulas específicas de penalização/multas, sendo bastante leoninos nesse sentido'', disse.
Conforme revelou O Estado de S.Paulo, a Total confirma que chegou a negociar com a Master Top Linhas Aéreas (MTA). ''A MTA nos solicitou uma cotação para realização de alguns voos de fretamento, mas não houve a concretização do negócio'', disse. A intenção da nova direção dos Correios é unir MTA e Total e transformá-las no embrião da nova empresa de logística do governo. Isso poderia explicar o esforço da estatal para aprovar a contratação da Total. Em agosto, além da negociação de fretamento, as duas empresas chegaram a discutir uma atuação jurídica em conjunto.
Questionada sobre a nova empresa do governo, a Total respondeu: ''Em função do excepcional crescimento que vem acontecendo em nossa economia, e logicamente refletindo diretamente no setor de Transportes da ECT, não temos dúvidas que, a partir de 2011, algumas ações para melhor adequação da atual malha deverão ser tomadas. Com relação à nova empresa de logística, temos conhecimento, por meio da imprensa, sobre algumas ações nesse sentido, mas não fomos participados oficialmente pela ECT.''
Para conseguir o contrato de R$ 44,3 milhões, na licitação de agosto, a Total contou com o apoio do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, então nomeado diretor de Operações dos Correios. (A.E.)





