Da Redação
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) fez ontem um pronunciamento no Senado lembrando os 20 anos da Lei da Anistia, além de homenagear figuras importantes da história do País, principalmente do Paraná. Alvaro não poupou, porém, críticas aos problemas que ainda afligem o Brasil. ‘‘A anistia cobriu os crimes políticos de duas décadas, mas não pode e deve cobrir os crimes sociais que ainda constituem a grande vergonha deste País’’, discursou.
Ele disse que a conquista da anistia não deve fazer esquecer os horrores do arbítrio e o do autoritarismo que marcaram o regime militar no País. ‘‘Anistia não é impunidade. Ela não foi criada para os fantasmas dos mortos e desaparecidos. Foi o primeiro passo, fundamental e indispensável, para a retomada dos valores democráticos. Lembrar constitui ato doloroso, mas certamente necessário para nos arrancar do comodismo e do esquecimento’’.
O senador reportou-se aos movimentos que culminaram com a anistia e fez menção especial a personagens do Paraná que estiveram na mira dos órgãos de repressão como os dois estudantes de Apucarana Antônio dos Três Reis Oliveira e José Idésio Brianezi, mortos em 1970. Também lembrou de presos e torturados durante o regime como Aldo Fernandes, Genecy de Souza Guimarães, Ildeu Manso Vieira, Walter Pecoits, João Alberto Einecke, Antônio Narciso Pires, Abelardo Moreira, Luiz Gonzaga Ferreira e Manoel Jacynto Correia, entre outros.

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