Tortura Nunca Mais pede investigação contra ameaças
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de abril de 1998
Agência Folha 
O Grupo Tortura Nunca Mais do Rio solicita hoje à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado que investigue as ameaças que vem sofrendo por intermédio de panfletos e de telefonemas anônimos, dados para a sua sede e a casa de sua presidente, Cecília Coimbra.
A entidade já fizera solicitação semelhante à Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos). Nos dois pedidos, a entidade também requereu segurança e proteção, pois, segundo Coimbra, até agora o governo do Rio não respondeu à mesma reivindicação, feita na semana passada.
Enviamos um pedido ao governador Marcello Alencar e à Secretaria da Segurança Pública, com cópias para o presidente Fernando Henrique Cardoso e o secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, afirmou.
Nos casos da Secretaria da Segurança Pública e de Gregori, foram mandadas mensagens via fax e feitos contatos com assessores, em 8 de abril.
Para Fernando Henrique e Alencar, foram enviados pedidos por fax, no dia seguinte. O Grupo Tortura Nunca Mais do Rio fez, recentemente, campanha contra a nomeação do general e médico Ricardo Agnese Fayad para o cargo de subdiretor de Saúde do Exército.
A entidade acusa Fayad de cumplicidade com tortura durante o regime militar. Pressionado, o oficial pediu licença e foi exonerado do cargo.
A assessoria de imprensa do Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, informou que não era possível ontem, um domingo, checar o que acontecera com a mensagem enviada por fax ao governador do Rio. A assessoria não sabia dizer o que acontecera no caso da Secretaria da Segurança Pública.


