Torgan fala em quebra de sigilo
Torgan fala em quebra de sigilo
De acordo com o relator da CPI, Badan deixou uma dúvida terrível nos parlamentares. Só não há, agora, mais nenhuma dúvida sobre a necessidade de quebra do sigilo do legista, emendou. Segundo Torgan, Badan não estaria conseguindo explicar o laudo de Brito Penha Júnior. Foi um descuido lamentável ele não pedir um exame mais detalhado no caso do garoto, afirmou. Não identificando o menino, ele pode ter beneficiado quem executou Brito Penha Júnior, e a suspeita da execução recai, hoje, sobre o ex-deputado José Gerardo, afirmou Torgan.
Badan Palhares negou que soubesse, na época, de ligações entre José Gerardo e o pai do garoto e disse não conhecer o ex-deputado. Os deputados deixaram claro que não havia ainda indícios suficientes para um eventual indiciamento do legista. Palhares informou à CPI que não pediu o exame de DNA porque a família do garoto era pobre. Além disso, segundo ele, a Unicamp não tinha os equipamentos necessários para fazer o trabalho. Falhas que beneficiam pessoas poderosas não são normais, afirmou o deputado Eber Silva (PDT-RJ). A CPI poderá pedir a exumação do garoto para tentar realizar o exame de DNA.
Sobre a arma encontrada próxima ao corpo do vice-governador da Paraíba, Badan explicou que a desconsiderou pelo fato de ter sido retirada e novamente posta no local pelo instituto de criminalística. A arma não foi considerada, afirmou. Segundo ele, certamente no processo constava a informação de que mexeram no local. O laudo do legista concluiu que os indícios apontavam para o suicídio. Embora Badan negasse, alguns parlamentares disseram que o sangue no rosto do vice-governador escorria para cima. Não é verdade; isso é porque as fotos não foram tiradas no plano horizontal, justificou.
A sessão começou às 11 horas e terminou por volta das 20h30. Segundo o presidente da CPI, deputado Magno Malta (PTB-ES), havia pelo menos 10 laudos fornecidos por ele que seriam confrontados com os de outros profissionais. Badan passou por exames antes de entrar na sala de depoimentos. Foi assistido pelo deputado integrante da comissão e médico, Paulo Baltazar (PSB-RJ).
A CPI deverá ir a Alagoas antes do recesso parlamentar, que começa no dia 15. Lá poderá ser providenciada acareação entre Badan Palhares e outros legistas e até com o deputado Augusto Farias (PPB-AL).





