Tony Garcia ataca Pimentel
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Mônica Kaseker<br> Equipe da Folha 
Curitiba Um dia depois de acusar o PMDB de vazar informações sobre demissões em sua equipe de campanha, o deputado estadual e candidato ao Senado Tony Garcia (PPB) partiu para o ataque. A assessoria jurídica de seu partido anunciou ontem que está ajuizando seis ações contra o ex-governador Paulo Pimentel (PMDB), que também concorre ao Senado, e sua mulher Ivone Pimentel. São dois pedidos de direito de resposta, duas ações penais e dois pedidos de indenização contra os jornais Tribuna do Paraná e O Estado do Paraná, respectivamente.
A argumentação dos advogados do PPB é que, apesar de estar oficialmente afastado da direção dos jornais de sua propriedade, Pimentel continuaria mandando no conteúdo editorial em favor de sua campanha e em detrimento aos demais candidatos ao Senado. Segundo a assessoria jurídica de Garcia, os jornais viraram ''panfletos de campanha'', o que seria um desvirtuamento da função informar. Também foi ajuizado um pedido de providências à corregedoria da Justiça Eleitoral para que intime os demais candidatos ao Senado para se manifestarem sobre o assunto.
A assessoria jurídica de Pimentel informou que já existem ações neste sentido e que isso não os preocupa. A informação dos advogados é que Pimentel está afastado da direção dos jornais, fazendo sua campanha eleitoral, e quem o substitui na função é sua mulher. Na avaliação da assessoria, Garcia decidiu entrar com a ação porque os jornais têm acompanhado e divulgado o andamento do processo que corre contra ele na 4 Vara da Justiça Federal, sobre o Consórcio Garibaldi.
Garcia é acusado de ter tido participação no consórcio, que lesou vários paranaenses. Ele nega. Os jornais, segundo os advogados de Pimentel, estão funcionando de acordo com a legislação, que permitiria inclusive o apoio aberto a determinado candidato, o que, ainda de acordo com eles, não acontece nos jornais de Pimentel.
A informação da assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral é que os jornais podem publicar editoriais e artigos assinados defendendo uma candidatura, mas não podem fazer isso veladamente nas coberturas jornalísticas.


