O primeiro-ministro britânico Tony Blair, inicia amanhã uma inédita e histórica visita de três dias ao Brasil, que está sendo considerada pelo governo brasileiro como a mais importante presença de chefe de governo este ano no país. Na pauta, a assinatura de um protocolo considerado inovador: o intercâmbio entre os dois países em novas políticas sociais.
‘‘É uma área inovadora essa da troca de experiência em políticas sociais e de propostas de luta contra a pobreza’’, afirmou o embaixador do Brasil no Reino Unido, Sergio Amaral, futuro ministro do Desenvolvimento.
‘‘A idéia é que não só os dois países conversem como dêem início a um programa de cooperação que terá por objetivo ver o que se pode fazer juntos, até mesmo em foros internacionais.’’ Não há ainda programas ou projetos específicos previstos pelo documento, dependerá de cada um dos setores demonstrar interesse. Do lado brasileiro, já houve demonstrações de envolvimento na política de engajamento da juventude no processo de globalização, especialmente do acesso ao uso da internet. Do lado britânico, dos programas de combate à Aids e de educação à distância.
O documento a ser assinado é um adendo ao Plano de Ação Conjunta, assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso na visita que fez a Blair em 1997, em Londres. Nele são tratadas as idéias gerais de cooperação entre os dois países nas mais diversas áreas, como ciência e tecnologia, saúde, educação, meio ambiente e também aspectos econômicos e comerciais.
A visita de Blair ao Brasil -a primeira de um chefe de governo inglês, apesar de os dois países sempre terem tido ótimas relações políticas e serem excelentes parceiros comercias – está sendo vista sobretudo como um gesto de cortesia ao amigo FHC.
Ambos os lados reconhecem que o fato de FHC e Blair terem visões políticas parecidas sobre vários problemas mundiais é um dos atrativos que determinaram essa visita. ‘‘Estamos num momento muito interessante para os dois países. Eles têm algumas simetrias e algumas convergências’’, afirmou Amaral.

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