Toma posse novo embaixador do Brasil nos EUA
Agência Estado
O embaixador Rubens Barbosa assumiu ontem o comando da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos afirmando aos diplomatas e funcionários que o plano de trabalho dele tem como objetivo ampliar as condições para que a embaixada em Washington seja percebida como um interlocutor útil para o governo, o Congresso, as organizações não-governamentais (ONGs), as instituições financeiras internacionais e companhias privadas, por meio de uma atuação pró-ativa em setores prioritários para os interesses brasileiros.
A vaga aberta na Embaixada em Londres pela transferência de Barbosa para Washington foi preenchida ontem com a chegada do embaixador Sérgio Amaral, o ex-porta-voz do presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora os objetivos de Barbosa sejam basicamente os mesmos de vários dos antecessores dele, o diplomata é o primeiro chefe da representação brasileira em Washington, em anos, com chances reais de produzir um salto de qualidade no trabalho da embaixada.
Em parte, isso se deve às qualidades pessoais e profissionais desse diplomata de carreira, de 60 anos, que ganhou reputação de grande operador no Itamaraty nos dois primeiros postos de embaixador - primeiro, na chefia da missão do Brasil junto à Aladi e, depois, no comando da representação do País em Londres. Barbosa realmente elevou o perfil do Brasil em Londres, disse ontem o jornalista Stephen Fiedler, ex-editor de América Latina do Financial Times e atual sub-chefe da sucursal do diário inglês em Washington.
A favor do novo embaixador pesam dois outros fatores. Um homem ligado ao PSDB de São Paulo, Barbosa é o primeiro embaixador nos EUA nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Barbosa é beneficiário também dos diálogos mais produtivos e com menos irritantes que o Brasil e os EUA passaram a ter após a chegada de Fernando Henrique ao Palácio do Planalto. Nesse sentido, ele leva uma grande vantagem em relação aos antecessores nos últimos 20 anos.





