Tom político foi decisivo, sugere Paulinho da Força
Brasília - ''O presidente da República sabe da importância de se fechar um acordo com as centrais em ano eleitoral, até porque ele tinha o compromisso de dobrar o salário mínimo e, como não o fará, pode usar o acordo com as centrais como desculpa na eleição'', afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Ele deixou a reunião ontem sugerindo que o tom político dominou a discussão, já que algumas centrais teriam condicionado o apoio a uma eventual candidatura à reeleição do presidente Lula ao fechamento do acordo.
''Não queremos vincular essa discussão à campanha eleitoral. É a saúde da economia que facilita um aumento maior para o mínimo'', disse o ministro do Trabalho. Segundo ele, o valor de R$ 350 representará um aumento real (acima da inflação anual) de 11%. Sobre a antecipação da data-base para janeiro a partir de 2007, Marinho defendeu que isso seja discutido no âmbito de uma política de longo prazo de recuperação do valor do mínimo.
Para mudar em definitivo a data de maio para janeiro do reajuste, será preciso a aprovação de uma nova lei. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, disse que se o governo não concordar em antecipar para março o novo mínimo, as centrais vão insistir no valor de R$ 360 para ser pago em maio e uma correção nas faixas do IR de 10%. ''Mas seria uma grande vitória para os trabalhadores a antecipação da data'', concluiu o presidente da CUT. (I.S./AE)





