Tom crítico faz sobrar farpa para reitor da universidade
O tom crítico dos alunos e professores no debate de ontem, na UEL, foi tão grande que sobrou até para o reitor Jackson Proença Testa, filiado ao PSDB. O reitor não estava presente. Um aluno quis saber por que o deputado tinha manifestado apoio ao reitor, mas depois assumiu a candidatura à prefeitura.
Somos uma das melhores universidades do País e o reitor vem fazendo um bom trabalho, comentou Hauly, recebendo vaia quase unânime. Sem graça, Hauly disse que não queria plagear o músico João Gilberto, que cantou, durante um show em São Paulo, usando a melodia de Sambalelê, que vaia de bêbado não vale.
Em seguida, Barbosa voltou a ser alvo. Um ex-aluno lembrou que em 1997, durante debate promovido pelo Centro de Direitos Humanos (CDH), quando o programa que ele mantinha na TV foi acusado de baixo nível, Barbosa disse que esqueceu 70% do que aprendera na universidade. O senhor também vai esquecer as promessas que tem feito hoje?, questionou o rapaz, aplaudido.
Se o programa era de baixo nível é opinião pessoal, respondeu Barbosa, novamente vaiado. O pedetista acrescentou que registrou as promessas em cartório. Mas também fez juramento quando colou grau, voltou a criticar o ex-aluno. Nedson, ao comentar a pergunta, lembrou que hoje a sociedade está organizada na defesa dos direitos de cidadania. E é importante conhecer a história do candidato para saber como será seu governo, completou.
A suposta candidatura do prefeito cassado Antonio Belinati no lugar de Farage também foi questionada. Há boatos de que na semana que vem o Belinati assume a campanha, comentou um aluno. O pefelista finalmente foi aplaudido quando disse que não se prestaria a ser laranja de ninguém. Em seguida, atacou Cheida, dizendo que o peemedebista, quando estava no PT, foi eleito com apoio de Belinati.
Cheida respondeu dizendo que Belinati só entrou na campanha na última semana, quando o quadro sucessório já estava definido. Farage pediu direito de resposta para dizer que o ex-petista estava em situação retrógrada e foi inteligente ao aceitar o apoio de Belinati. (L.H.)





