São Paulo - O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta sexta-feira, 20, que, com a morte do ministro Teori Zavascki, a decisão sobre o futuro dos inquéritos da Operação Lava Jato caberá à presidência da Corte. Ele, no entanto, não quis opinar sobre qual seria o melhor caminho a ser tomado pela presidente do STF, Cármen Lúcia, e disse que ainda estava muito abalado com o acidente aéreo que tirou a vida de Teori e outras quatro pessoas na quinta-feira, em Paraty, no Rio de Janeiro.

"Eu nem enterrei o meu amigo ainda. Depois a gente conversa. Eu era muito amigo dele", disse Toffoli.

O ministro, que estava de férias fora do Brasil, está retornando ao País e espera chegar neste sábado em Porto Alegre para acompanhar o velório de Teori, que será realizado na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A data e o horário ainda não foram definidos, porque dependem da liberação do corpo do ministro pelo Instituto Médico Legal (IML).

"MAGISTRADO EXEMPLAR"

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lamentou a morte do ministro Teori Zavascki, em uma nota divulgada pelo STF nesta sexta-feira, 20. "Confirmada a morte do querido amigo e exemplar magistrado Teori Zavascki, o ministro Luiz Fux manifesta profundo sentimento de pesar aos familiares e entes queridos do ministro."

Fux destacou o "convívio pessoal e profissional" ao longo dos anos, no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça.

"O ministro Teori foi e será daquelas pessoas das quais não só nos lembraremos sempre, mas antes, jamais o esqueceremos pelo bem que realizou em prol do País e da Justiça", disse Luiz Fux.

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