Curitiba - Colega de Sérgio Guerra na CPI da Petrobras de 2009, o senador londrinense Alvaro Dias (PSDB-PR) disse ser descabida a insinuação de seu nome como um dos envolvidos no esquema. "Temos que tomar cuidado com possível armação. Querem me colocar na defensiva, já que sempre atuei no ataque nesta questão da corrupção na Petrobras", disse.
O senador negou que a saída da oposição da CPI de 2009 foi um esvaziamento proposital para esfriar as investigações. "Nós apresentamos um relatório paralelo, fizemos 18 representações ao Ministério Público Federal, que deram origem a vários dos inquéritos que pressionaram para que se chegasse à essa operação. A última dessas representações, inclusive, foi sobre a compra da refinaria de Pasadena", disse.
Lembrando que seu nome não foi citado pelo depoente, o senador disse ainda que o envolvimento de tucanos neste momento do depoimento é uma tentativa de se inverter os fatos e desqualificar as delações feitas até o momento.
Questionado sobre seu relacionamento com Youssef, Alvaro disse conhecer o doleiro: "Todo mundo que viveu em Londrina conhece ele e sua família". O tucano acrescentou, contudo, que não o vê há muitos anos. "E não há qualquer relação minha com ele. Fazer essa ilação é um desrespeito à minha história", concluiu.

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