Agricultor, de 44 anos, João Eleutério de Lima (PSDB), nega qualquer tipo de envolvimento com o narcotráfico e o desmanche de veículos na região Central do Estado. Ainda preso, ele recebeu por mais de uma hora a reportagem da Folha. Leia abaixo alguns trechos da entrevista.
Folha A que o senhor atribui todas as acusações que estão sendo investigadas?
Eleutério Política. Eu estou sendo alvo da oposição. Todas as denúncias são infundadas.
Folha Mas o senhor tinha armas em casa. Está preso por causa de porte ilegal de armas.
Eleutério Acharam armas legais na minha casa. Todas as três registradas. O problema é que fizeram um arrastão na cidade. Todas as armas de conhecidos e parentes atribuíram a mim. Nada tenho com as outras armas encontradas.
Folha E as carcaças de veículos encontradas?
Eleutério Ficaram 90 dias fazendo uma varredura na região e não encontraram nada. Quando acharam um pedaços de carro velho disseram que eu era responsável e que era de desmanche. É um absurdo.
Folha Também atribuem ao senhor uma série de assassiantos.
Eleutério Pistoleiro, ladrão de carros. Defuntos só no cemitério. Não matei nem mandei matar ninguém. O problema é que não tinha policiamento em Marquinho. Mas a culpa não era minha. Pedi policiamento para o secretário Candido de Oliveira e para o José Tavares. Não ganhei. Venho pedindo desde 97.
Folha O senhor diz que iria ganhar a eleição. Por que renunciar?
Eleutério Não é justo para os eleitores eu estar na cadeia em campanha. Outra pessoa teria que assumir o cargo. Achei melhor apoiar outro candidato. E ele vai ganhar. Todos os candidatos que apoio ganham. Foram os casos do Basílio Villani para deputado federal e do Cesar Silvestre, para estadual. (L.P.)

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