Jota Oliveirao presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco Luiz Prando Galli, fala das perspectivas favoráveis ao agronegócio brasileiro, desde que sejam tomadas algumas ações de estímulo. Ele fala também das invasões de terras, da importância de se liberar o Paraná para exportações de carne bovina; da medida provisória que trata da faixa de fronteiras e da Exposição 99.



‘‘Toda invasão de propriedade é crime’’
Presidente da Sociedade Rural do Paraná condena invasões no campo e aponta caminhos da agropecuária a partir de 2000Para enfrentar a concorrência de outros países e ganhar uma fatia maior do bolo do consumo mundial, o Brasil precisará ser mais agressivo nos acordos de comércio internacionais. Antes, precisará inovar na condução de sua agropecuária, tornando-a uma atividade empresarial vinculada a toda a cadeia do agronegócio, desde a fazenda até muito além da porteira, e agregando valores através da agroindústria e da exportação. Único setor da economia brasileira superavitário na balança comercial, o agronegócio gera um PIB de US$ 300 bilhões e já emprega 52% da população economicamente ativa do País, correspondendo a cerca de 36,4 milhões de pessoas. Essa posição pode melhorar ainda mais, porque o Brasil tem condições de multiplicar por nove a produção de soja e milho, apenas utilizando uma parte dos 150 milhões de hectares que o País tem disponíveis para a agropecuária, enquanto outros países já exauriram sua disponibilidade de terra agricultável. A utilização daquela área toda geraria no agronegócio mais 10 milhões de empregos, quando o País tem no desemprego seu maior problema atual. Nesta entrevista à Folha

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