São Paulo - O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ministro Carlos Ayres Britto, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu o prazo para que os tribunais de Justiça de Goiás, do Paraná, de Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina tornem públicas as informações sobre os vencimentos e salários pagos aos magistrados e servidores. O prazo para a divulgação, estabelecido pela Lei de Acesso à Informação e por decisões recentes do CNJ, terminaria a meia noite de sexta-feira.
A pedido dos próprios tribunais, que alegaram dificuldades técnicas para disponibilizar as informações em seus sites, Ayres Britto concedeu mais 30 dias para os tribunais de Justiça goiano e catarinense, 20 dias para o tribunal paranaense e dez dias para o sul-matogrossense. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais já havia obtido a prorrogação por mais 15 dias. Para o ministro, os pedidos de ampliação do prazo foram ''suficientemente justificados'' pelos tribunais.
Na última quinta-feira, o próprio CNJ disponibilizou em seu site na internet a relação nominal e os salários de todos seus servidores, exceção aos que estão requisitados por outros órgãos. Uma liminar judicial chegou a impedir a divulgação individual dos salários, mas foi suspensa por decisão do ministro Ayres Britto, que entendeu que as liminares feriam os princípios constitucionais.

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