O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu ontem o afastamento do vereador Flávio Vedoato (PSC) referente à determinação do juiz da 1 Vara Cível de Londrina, Mauro Henrique Ticianelli, do último dia 18. O agravo de instrumento aceito pelo desembargador Rosene Arão de Cristo Pereira já é o terceiro do gênero - ele já atendeu pedidos semelhantes formulados pelas defesas do presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB), e de Jamil Janene (PMDB). Agora, apenas Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), Renato Araújo (PP) e Osvaldo Bergamin (sem partido) seguem afastados pela ação civil pública por ato de improbidade administrativa impetrada pelo Ministério Público (MP) contra o grupo e ainda contra Gláudio Lima (PT) e os ex-vereadores Henrique Barros e Orlando Bonilha (ambos, sem partido).
No afastamento determinado em primeira instância, o juiz acatava o argumento da Promotoria de que os vereadores citados poderiam atrapalhar a instrução do processo em que é investigada suposta cobrança de propina contra o empresário Marcelo Caldarelli pela doação de um terreno às margens do Lago Igapó.
A exemplo das decisões que beneficiaram Souza e Jamil, o desembargador entendeu que Vedoato não estaria criando obstáculos à instrução probatória. Ainda assim, o vereador segue afastado - e sem prejuízo da remuneração líquida de R$ 5,7 mil mensais - por conta de decisão da 4 Vara Cível de Londrina não reformada no TJ: a decisão atendeu ação pública que correu paralela à de concussão e formação de quadrilha gerada pela prisão de Barros, em janeiro.
Segundo a advogada de Vedoato, Desiré Lobo Muniz, o cliente ''não tem capacidade de coagir testemunhas nem de misturar provas, não teria por que ser afastado''. Sobre o outro afastamento, ela afirmou que, como a ação já foi aceita pela Justiça, agora cabe à defesa a contestação.

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