TJ suspende nomeação de genro de ministro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de julho de 2007
Equipe da Folha 
Curitiba - Depois do destaque que o caso ganhou na mídia, a cúpula do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná resolveu reabrir a investigação e suspender a nomeação de Leonardo Bechara Stancioli, que seria o próximo a ser chamado no concurso para juiz substituto realizado no ano passado.
Stancioli é genro do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina. O ministro é alvo de investigação por suspeita de envolvimento com a máfia dos jogos ilegais. Leonardo Stancioli foi aprovado na 17 posição entre 1.743 concorrentes e as suspeitas são de que teria sido favorecido por influência de Medina. De acordo com a assessoria de imprensa do TJ, a sindicância reaberta não tem prazo definido para ser concluída.
A sindicância anterior do tribunal, que ouviu candidatos e realizou exame grafotécnico, não havia detectado irregularidades no concurso. A investigação foi reaberta depois que gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal foram divulgadas por uma emissora de TV, há cerca de uma semana.
As gravações sinalizam intervenção do magistrado em favor do genro, junto ao TJ. Essas mesmas gravações levaram o deputado federal Doutor Rosinha (PT-PR) a pedir que o Ministério Público do Paraná investigue a questão.
Conforme a decisão do TJ, assinada pelo presidente Vidal Coelho, fica reservada uma vaga a Stancioli. Na sequência serão nomeados os demais candidatos aprovados no mesmo concurso público, à medida que surgirem vagas.


