A desembargadora da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), Conchita Toniollo suspendeu segunda-feira o mandado de busca e apreensão de cinco caixas, que estariam no gabinete do promotor Bruno Galatti e que conteriam documentos sobre o deputado federal José Janene (PPB), obtidos pelo Ministério Público por quebra de sigilos.
A busca e apreensão foram concedidas pelo juiz da 8ª Vara Cível, Ademir Richter, no dia 19, atendendo ao pedido do deputado que alegou que o promotor estaria distribuindo documentos referentes a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, e desafiando Janene a abrir as caixas a imprensa. O presidente do TJ, Vicente Troiano Netto, suspendeu liminarmente o mandado de busca e apreensão no dia 22, dando o direito ao promotor de entregar as caixas no cartório até o dia 29.
‘‘O que está em jogo não é se conseguiram a medida ou não. Ele não tem as caixas’’, argumentou o deputado reafirmando que vai levar o caso ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello. O deputado deverá recorrer da decisão. A Folha tentou entrar em contato com o promotor, mas ele não foi localizado.
Ontem, o presidente da Associação do Ministério Público, Cid Vasquez, trouxe pessoalmente a decisão da desembargadora. ‘‘Essa situação que ocorreu aqui em Londrina deixou perplexo o presidente da Associação do Ministério Público e a classe como um todo. Essa visita é emblemática na medida que eu trago comigo uma decisão do Tribunal de Justiça.’’

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