Em nota expedida ontem, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, Miguel Kfouri Neto, reclamou da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) proferida na terça-feira de paralisar a licitação para a construção do novo Fórum Cível de Curitiba, que abrigaria as 30 varas cíveis da capital.
Em decisão liminar, os conselheiros do CNJ acataram o voto do relator, Sílvio Luiz Ferreira da Rocha, entendendo plausíveis os argumentos do autor do pedido de suspensão da concorrência, Roger Santos Ferreira. Segundo Ferreira, o presidente do TJ, ''por intermédio de diferentes decisões, privilegiou a empresa Cassol Pré-fabricados Ltda.,'', que venceu a licitação no dia 14 de agosto.
O relator entendeu que a ''cautela recomenda a concessão da liminar''. ''O perigo da demora se evidencia, na medida em que a homologação da licitação ocorreu e existe a probabilidade de o contrato ser assinado logo.''
Na nota, Kfouri Neto diz que não há qualquer irregulariade no procedimento licitatório e afirma que a decisão do CNJ atrasará o início das obras e vai causar prejuízos, uma vez que ''as Varas Cíveis estão espremidas em prédio de dez andares, na Av. Cândido de Abreu''. ''Lá circulam, diariamente, cerca de cinco mil pessoas. A edificação atual já atingiu, há muito, nível insuportável de saturação.''. O TJ também espera que o CNJ reverta a decisão em breve, após o TJ apresentar sua defesa ao procedimento.

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