TJ propõe parcelar reajuste
TJ propõe parcelar reajuste
O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sydney Zappa, pediu ontem para que os servidores do Poder Judiciário troquem os 53,06% de reposição salarial, garantidos por decisão judicial, por um índice menor, de 30%. Zappa disse que está buscando recursos junto ao governador Jaime Lerner (PFL), para viabilizar o pagamento. Pela proposta do desembargador, os servidores recebem 15% em abril e o restante em parcelas a combinar. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário não aceitou a proposta. Segundo a presidenta do Sindijus, Rose Collucci, os sevidores não vão renunciar seus direitos e a proposta de Zappa é a mesma apresentada pelo presidente do TJ em outubro passado.
Zappa disse que vai descontar os dias não trabalhados dos grevistas. Afirmou ainda que a sua proposta é a melhor saída para a categoria e, se o governo der o sinal-verde para o pagamento dos 30%, vai promover negociações em separado, com os servidores que aceitarem a proposta. O presidente do TJ observou ainda que a decisão que obriga o Estado a pagar os 53,06% está sub-júdice e se os servidores não aceitarem a proposta o desfecho poderá ser mais demorado. Segundo o desembargador, existem prazos a serem cumpridos. O julgamento não se completou, disse.
O presidente do TJ disse ainda que Lerner viu com bons olhos o pagamento parcelado, porém tudo depende de uma conversa com o Giovani Gionédis. A reposição de 30% representa impacto na folha. O índice incidiria sobre os cerca de R$ 10 milhões pagos mensalmente aos servidores. A folha do Judiciário é de R$ 14 milhões, com os magistrados. Ele (Gionédis) tem viajado muito para Brasília, em busca de recursos para a previdência, completou. Zappa avisou aos manifestantes que a Polícia Militar continua de prontidão. Na quinta-feira, houve confronto entre os manifestantes e policiais, em Curitiba.
Na próxima segunda-feira, a proposta de Zappa volta a ser discutida numa reunião entre representantes do Sindijus, TJ, Tribunal de Alçada, Assembléia Legislativa, OAB e Ministério Público. O Sindijus já adiantou que só vai discutir propostas que não representem mais perdas. Temos uma decisão judicial a nosso favor e queremos o cumprimento, disse Mário Montanha, um dos diretores do sindicato. (L.D)





