TJ nega recurso e Youssef vai permanecer na prisão
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terça-feira, 12 de dezembro de 2000
Lino Ramos de Londrina 
O Tribunal de Justiça (TJ) indeferiu liminarmente ontem o pedido de habeas corpus para o empresário Alberto Youssef, acusado de movimentar R$ 120 mil desviados da Atarquia Municipal do Ambiente (AMA) de Londrina. Com isso, Youssef completa hoje uma semana de prisão em uma cela comum do 3º Distrito Policial (3º DP). A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Gonzaga Milani de Moura, do Tribunal de Alçada, que substitui o desembargador Tadeu Costa na 1ª Câmara Criminal do TJ.
Em seu recurso, o advogado João dos Santos Gomes Filho alegou a incompetência da Justiça estadual para apreciar crimes previstos na Lei 9.613/98 (lavagem de dinheiro) e questionou os argumentos do juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Ribas, de que a prisão de Youssef seria necessária para manter a ordem pública e evitar a ameaça de testemunhas. Para o advogado, o mérito do habeas corpus ainda não foi julgado. Não há prejuízo nenhum para o mérito o nobre relator não ter concedido a liminar. Nada está decidido sem que o mérito do writ (pedido) seja julgado, afirmou.
O promotor Cláudio Esteves - um dos autores da ação criminal contra o empresário - disse que o Ministério Público (MP) recebeu com naturalidade a decisão e já esperava a manutenção da prisão preventiva. O pedido de prisão foi muito bem fundamentado pelo juiz. Essa prisão é extremamente necessária para o processo e outras investigações futuras, como o caso de Maringá, disse, referindo-se ao suposto envolvimento de Youssef com o ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, que também está preso.
Além de indeferir a liminar, Milani de Moura pediu um parecer ao Ministério Público de 2º Grau (Procuradoria-Geral de Justiça). Hoje às 14 horas, Cláudio Esteves vai interrogar o empresário sobre sua eventual ligação com Luis Antônio Paolicchi. O promotor de Maringá, José Aparecido da Cruz, irá acompanhar o interrogatório. Auditoria da Prefeitura de Maringá mostra que Youssef recebeu em 96 vários cheques da administração. O MP suspeita ainda que aviões de Paolicchi operavam numa empresa de táxi aéreo do londrinense.


