A juíza substituta de segundo grau da 2º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, Lilian Romero, negou pedido de habeas corpus em favor do empresário e amigo do prefeito Barbosa Neto (PDT), Ludovico Bonato, preso em flagrante no dia 24 de abril juntamente com Marco Cito, ex-secretário de Gestão Pública. Os dois estão detidos na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II) e são suspeitos de tentar corromper, por R$ 40 mil, o vereador Amauri Cardoso a votar contra a abertura da Comissão Processante da Centronic.
A juíza rebateu argumentos dos advogados Airvaldo Stela Alves e Maurício Carneiro, como eventual falta de fundamentação para a prisão. Segundo ela, a prisão se fundamenta pela garantia da ordem pública, uma vez que, embora Bonato e Cito sejam réus primários, ''teriam revelado extrema audácia abordando o vereador diretamente, evidenciando naturalidade e familiaridade na conduta''. Sobre possível nulidade, já que a ordem que converteu a prisão temporária em prisão preventiva, foi expedida por juiz de plantão, Lilian Romero solicitou informações à 3 Vara Criminal.
Também estão presos acusados de corrupção o chefe de Gabinete de Barbosa, Rogério Ortega, e o diretor da Sercomtel, Alysson Tobias de Carvalho. Até o início da noite de ontem, apesar de receber alta, ele aguardava a transferência do Hospital do Coração para a PEL II. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a saída de Carvalho, que chegou a apresentar quadro de sangramento intestinal, dependia de autorização da Justiça. No mesmo caso também está envolvido o vereador Eloir Valença (PHS), que acabou afastado do cargo.

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