Além do imbróglio na esfera criminal, onde já sofreu duas derrotas no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e duas em primeira instância (o decreto da prisão preventiva e a não revogação da mesma), Rodrigo Gouvêa (PRP) sofreu novo revés, ontem, no TJ, dessa vez em agravo de instrumento que tentava reverter o afastamento imposto pela 7 Vara Cível. A liminar foi negada pelo juiz Fábio André Santos Muniz, relator do processo. O afastamento havia sido determinado pela juíza Telma Magalhães, que acatou pedido formulado na ação civil pública de improbidade administrativa ingressada pelos promotores Leila Voltarelli e Renato de Lima Castro, de Defesa do Patrimônio Público.
A ação se referia à suposta contratação de assessora 'fantasma' para o gabinete de Gouvêa, entre os meses de abril e junho deste ano, além de suposto constrangimento ilegal ap ex-chefe de gabinete do vereador, Sérgio Dicezar da Costa. Para os promotores, o parlamentar teria de ser afastado a fim de não cooptar testemunhas e nem atrapalhar a instrução do processo. Com o afastamento determinado pela 7 Cível no último dia 16, o primeiro suplente de Gouvêa, Zaqueu Berbel, assumiu a vaga anteontem no Legislativo municipal.
Para o juiiz relator do indeferimento da liminar, ''há indícios que recomendam tal afastamento na medida em que há notícia crime de testemunha que teria sido ameaçada''. Assim, apontou o magistrado, a medida resta ''recomendável'' a fim de que ''se restrinja tal possibilidade (de constrangimento) e se garanta melhor instrução e para que ela não padeça de vícios''. O relator aponta ainda quem, como a medida é provisória, análise mais profunda da questão ficará ''para o julgamento do mérito do recurso''.
Um dos advogados de Gouvêa, Guilherme Gonçalves, disse que vai pedir ao TJ a reconsideração. ''Tivemos problemas no envio de alguns documentos, mas no máximo até terça-feira isso será feito. Eventualmente, depois disso poderemos aguardar o mérito''. O advogado reclamou das alegações da ação civil pública: ''Desconheço outro parlamento onde seja crime um assessor ir aos bairros para o vereador. Estou absolutamente chocado a com a situação desse rapaz (Gouvêa), criticou. (J.G.)

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