O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou, liminarmente, habeas corpus ao advogado André Luiz de Aquino Arruda, preso na deflagração da Operação Publicano 3, semana passada. A decisão do TJ foi publicada ontem e segundo o relator, desembargador Laertes Ferreira Gomes, "extrai-se dos autos, (…) expressas referências da participação do ora paciente no esquema delituoso".
Aquino, conforme as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teria contribuído para ocultação de bens e dinheiro oriundos da propina recebida pelo ex-delegado da Receita Estadual de Londrina, José Luiz Favoreto Pereira, que também segue preso. Favoreto manteria um esquema de lavagem do dinheiro ilegal com a ajuda do irmão Antonio Pereira, da cunhada Leila Pereira, dos empresários Sarquis e Marilúcia Sâmara, além de Arruda.
Para o desembargador do TJ, a "exaustiva e percuciente" apuração do Gaeco demonstrou até agora que os auditores fiscais investigados vinham "perpetrando uma infinidade de atividades criminosas que não podem ser desconsideradas". O casal Sâmara também apresentou pedido de revogação de prisão no TJ, porém ainda não há decisão. A família Favoreto aguarda manifestação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o habeas corpus.

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