Curitiba - O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná descartou a possibilidade de irregularidades no concurso público para juiz substituto, realizado no ano passado. Em nota, o TJ informa que, depois da realização de uma sindicância em que foram ouvidos vários candidatos do concurso e realizado exame grafotécnico, ''constatou-se a ausência de qualquer indicativo de prática de irregularidade''.
As denúncias de irregularidades no concurso 01/2006 foram veiculadas na revista Veja, edição número 16, no final de abril.
De acordo com a Veja, o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - citado na recente operação Furacão da Polícia Federal - teria pedido a desembargadores do TJ do Paraná que colaborassem para a aprovação de seu genro, o advogado mineiro Leonardo Bechara Stancioli.
A direção do TJ não comentou o resultado da sindicância, apenas divulgou a nota, publicada em seu site. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seção Paraná também foi procurada pela reportagem, mas informou através da assessoria de imprensa que pretende obter informações mais detalhadas junto ao TJ antes de comentar o resultado da sindicância.
Medina é suspeito de envolvimento na venda de liminares que favoreciam casas de bingo e operadores de máquinas caça-níqueis. De acordo com a revista, algumas das escutas telefônicas autorizadas pela Justiça que foram feitas pela PF durante as investigações sugerem que o ministro so STJ teria interferido de forma irregular para a aprovação de seu genro no concurso.
Stancioli foi aprovado na 17colocação no concurso. O resultado foi divulgado em edital no dia 28 de novembro do ano passado.

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