TJ nega habeas corpus a Tony Garcia
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quinta-feira, 11 de novembro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O desembargador federal do Tribunal de Justiça, Néfi Cordeiro, negou ontem à noite habeas corpus pedido pelo advogado do ex-deputado estadual e empresário Antonio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. O recurso havia sido protocolado na manhã de ontem pelo advogado do empresário, Carlos Alberto Farracha de Castro em uma tentativa de relaxar a prisão preventiva ordenada contra Tony Garcia pela Justiça Federal. O ex-deputado está preso desde terça-feira na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
Mesmo apesar do pedido ter sido negado, Farracha de Castro acredita que o desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) de Porto Alegre pode reconsiderar a decisão ainda esta semana. ''O desembargador acatou todos os meus argumentos: o de que o meu cliente tem endereço fixo, que não pode atrapalhar o processo, tem bons antecedentes. Só que o desembargador disse que não poderia conceder o habeas corpus sem antes ouvir as conversas gravadas com grampos pela Polícia Federal. Vamos providenciar isso e espero que meu cliente seja liberado em breve'', disse o advogado.
Caso o desembargador não encontre motivos para manter o empresário preso após ouvir as fitas, Tony Garcia poderá voltar a responder ao processo, que tramita na 2 Vara Federal de Curitiba, em liberdade. O empresário responde a processos por sonegação fiscal, remessa ilegal de divisas para o exterior e fraudes contra o sistema financeiro.
Ontem a Polícia Federal encaminhou os documentos apreendidos na residência de Garcia e em outros pontos da cidade para a perícia. De acordo com a polícia, a perícia dos documentos pode levar um mês. Além de documentos do Consórcio Garibaldi, no qual Tony Garcia supostamente seria sócio e teria dado um calote de R$ 40 milhões a 3 mil filiados, duas importadoras de veículo que seriam de propriedade do empresário também estão sendo investigadas: a Baltimore e a Eldorado. As duas empresas vendiam veículos abaixo do preço do mercado, o que segundo a Polícia Federal seria um indício de sonegação fiscal.


