O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou liminarmente o habeas corpus ao empresário Luiz Abi Antoun, que continuará preso na unidade um da Penitenciária Estadual de Londrina. Abi é um dos 112 indiciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por envolvimento no esquema de corrupção na Receita Estadual. Abi, que é parente distante do governador Beto Richa (PSDB), nunca ocupou cargo público, mas é considerado um dos líderes da organização criminosa que atuava em Londrina e em Curitiba.
De acordo com o relator, desembargador Laertes Ferreira Gomes, Abi "está envolvido em um complexo esquema de desvio de dinheiro público perpetrado por uma organização criminosa formada por auditores fiscais da Receita Estadual de Londrina, juntamente com empresários", desviando grandes quantias em dinheiro. Gomes afirmou que existem "incontestáveis indícios" que identificam as empresas envolvidas na corrupção, "existindo inclusive indicações claras a respeito do envolvimento de Luiz Abi Antoun".
Abi, na avaliação do desembargador, teria recebido valores e intermediado negociações, no interesse do grupo de auditores fiscais investigados.
A defesa do empresário alegou no pedido apresentado ao TJ que ele cumpre fielmente as determinações publicadas em liminar publicada em março, quando Abi conseguiu habeas corpus depois de ser preso, investigado na operação Voldemort, que identificou fraude na contratação da oficina Providence, de Cambé. Porém, para o desembargador, as condições como residência fixa, trabalho lícito e primariedade "não têm o condão de isoladamente assegurar-lhes o direito à liberdade provisória se o conjunto fático-probatório está a demonstrar a necessidade da prisão preventiva". A reportagem não conseguiu falar com os advogados de Abi. (E.F.)

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