TJ não decide sobre prisão do prefeito de Mariluz
Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal, Moacir Guimarães e Clotário Portugal, pediram vistas ao processo na sessão do Tribunal de Justiça, ontem em Curitiba, e adiaram novamente a decisão sobre o pedido de revogação da prisão do prefeito de Mariluz, padre Adelino Gonçalves (foto). De acordo com o advogado de Gonçalves, Cláudio Dalledone Júnior, os dois desembargadores não acompanharam o voto do relator do processo, Jonny Campos Marques. Com o pedido de vistas, a decisão sobre a revogação da prisão foi adiada para a reunião da Câmara na próxima quinta-feira.
O prefeito de Mariluz continua preso em uma cela especial no Batalhão da Polícia da Guarda, unidade da PM em Curitiba. Ele deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça porque a legislação garante foro privilegiado para detentores de mandato público.
Em Umuarama, o secretário da Prefeitura de Mariluz, Alexandro do Nascimento, 21 anos, prestou depoimento informal ontem ao delegado-chefe, Marcolino Aparecido da Costa, e manteve a versão de que foi o secretário de obras, Élcio Farias, e não o prefeito padre Adelino quem mandou matar o vice-prefeito Aires Domingues e o presidente do diretório municipal do PPS, Carlos Alberto de Carvalho. Nascimento também negou que ele e o prefeito tenham ido a Ariquemes (RO) propor a Farias que assumisse o mando do crime. A denúncia foi feita pelo advogado de Farias, Osvaldo Moutinho, em entrevista a uma rádio de Goioerê.
Nascimento se apresentou segunda-feira em Curitiba e foi levado ontem para Umuarama, onde também está preso o ex-policial militar José Lucas Gomes, acusado de matar os dois políticos por ordem do prefeito. O delegado disse que só interrogará formalmente Alexandro do Nascimento depois que Élcio Farias se apresentar. O advogado prometeu apresentá-lo ainda esta semana, informou. Os dois são acusados de ter comprado o Monza, usado por José Gomes para cometer o crime. O ex-policial confessou o duplo homicídio e apontou o prefeito como mandante. Agora afirma ter sido torturado pela Polícia para incriminar o padre Adelino Gonçalves. (Colaborou Vânia Moreira, de Umuarama)





