A juíza substituta de 2º grau Astrid Maranhão de Carvalho Ruthes, da 4 Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, negou recurso à Prefeitura de Londrina e manteve a suspensão da licitação de 34 mil kits de materiais escolares, com preço máximo de R$ 8,2 milhões. No começo de março, após ação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, o juiz da 2 Vara da Fazenda Pública de Londrina, Emil Gonçalves, concedeu liminar para suspender o pregão.
O Ministério Público (MP) argumentou que houve superfaturamento no preço dos itens - o preço máximo do edital de Maringá foi de R$ 3,2 milhões - e exigências excessivas na especificação do material escolar, como a tampa azul para o tubo de cola, o que poderia indicar o direcionamento da licitação.
Em razão disso, o prefeito Barbosa Neto (PDT), a ex-secretária de Educação Karin Sabec, e o secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, foram acusados de improbidade administrativa pelo MP.
No TJ, a juíza Astrid Ruthes entendeu que o município ''não logrou êxito em demonstrar os efetivos prejuízos'' da suspensão do pregão. Em alguns meses, o TJ deve julgar o mérito do recurso da administração.

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