Ao julgar o mérito dos habeas corpus impetrados em favor de três auditores da Receita Estadual de Londrina, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou liberdade a Márcio Albuquerque de Lima, considerado o líder da organização criminosa que agia no órgão cobrando propina de empresários que sonegavam tributos; Dalton Lázaro Soares, que é ex-delegado-chefe; e a Miguel Arcanjo Dias, foragido.
Lima, cuja prisão foi decretada em 20 de março, apresentou-se à Justiça apenas em 30 de abril. Ele está detido na unidade dois Penitenciária Estadual de Londrina, juntamente com outros nove auditores fiscais. Sua mulher, Ana Paula Pelizari Marques de Lima, também auditora e acusada de integrar a quadrilha, segue foragida. O advogado do casal, que também defende Soares, não foi localizado ontem.
Já o advogado de Arcanjo, Eduardo Duarte Ferreira, disse que vai recorrer da decisão do TJ ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). "Discordo dessa decisão. No caso do parente distante do governador, TJ entendeu que a prisão era ilegal. No caso do meu cliente, consideraram a prisão legal e bem fundamentada", reclamou, referindo-se a Luiz Abi Antoun, que havia sido preso na investigação que o considera líder da organização criminosa que fraudou a contratação de sua própria oficina mecânica para prestar serviços à frota do Estado. O TJ considerou ilegal a prisão de Abi e mandou soltá-lo, juntamente com os outros seis envolvidos. (L.C.)

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