Curitiba - O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná manteve a condenação do ex-prefeito de Maringá e atual secretário de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros (PP), por fraude na venda de máquinas de coleta de lixo, no ano de 1991. A decisão, da 4 Câmara Cível do TJ, se refere a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público (MP) de Maringá em 2001. Além dele, foram condenados Antônio Amaral Carolino (então chefe de Divisão de Patrimônio de Maringá), José Andrade Duenha e o espólio de Luiz Carlos Toledo Soares.
O MP relata que, em novembro de 1991, o então prefeito de Maringá atendeu solicitação do então chefe de Divisão de Patrimônio e designou uma comissão para avaliar dois coletores de lixo do município. A comissão era composta por Antônio Amaral Carolino, José Andrade Duenha e Luiz Carlos Toledo Soares. O grupo considerou o maquinário ''inservível'' e a ideia, então, era vendê-lo para a Prefeitura de Luiziânia. Mas, segundo o MP, a Prefeitura de Luiziânia não efetuou a compra e nem teria manifestado interesse. A pessoa que pagou pelos equipamentos foi Luiz Carlos Toledo Soares, membro da tal comissão, já falecido.
Barros e os demais réus foram condenados a restituírem aos cofres do município a diferença, corrigida, entre o efetivo valor de mercado dos coletores e o valor obtido pelo município. A assessoria de imprensa de Barros disse que ele vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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