TJ manda reintegrar funcionário em Colombo
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Exonerado da Prefeitura de Colombo no início de 2001, Carlos Alberto Onório, 37 anos, voltou ontem aos quadros do Executivo local por força de uma sentença da Vara Cível daquela cidade, confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Onório, que entrou por concurso público na administração pública, teria sido demitido por ser homossexual, daí sua decisão em entrar com uma ação. Além de voltar ao trabalho, Onório recebeu uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil. Os salários que ele deveria ter recebido durante os quase sete anos que permaneceu afastado também terão que ser pagos pela administração pública.
Quando foi demitido, Onório estava à frente de um programa municipal de prevenção contra a AIDS. Ele conta que seus chefes próximos tinham ''uma visão preconceituosa'' sobre o assunto. ''Eu estava no auge da minha carreira e fiquei uns seis meses deprimido depois da demissão'', conta ele, que durante o período longe da administração chegou a trabalhar como cozinheiro na Espanha. Ontem, sua reintegração foi efetivada, mas somente na próxima semana ele saberá em qual setor deve trabalhar. Ele estava há cerca de cinco anos no Executivo antes de ser exonerado.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Colombo informou que a Administração ''acatará a decisão sem qualquer obstáculo'' e que Onório será avaliado a partir de critérios de desempenho, capacidade técnica e comprometimento, previstos para qualquer funcionário municipal. A assessoria de imprensa acrescentou, entretanto, que não poderia comentar sobre a decisão da Justiça porque a demissão ocorreu em outra gestão, quando o secretário responsável pela pasta da Administração era Luiz Gilberto Pavin, irmão da então prefeita da cidade, Beti Pavin, hoje deputada estadual e novamente candidata ao Executivo de Colombo pelo PMDB.
A Reportagem procurou ontem à tarde Luiz Gilberto Pavin na Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, ligada ao governo do Paraná (Comec), onde hoje atua, mas ele não estava no local, e só retornaria na segunda-feira. A assessoria de imprensa da deputada estadual informou que ela não comentaria sobre o assunto.


