TJ e TC começam disputas internas
O Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça do Paraná estão em campanha eleitoral. Os conselheiros e desembargadores do TJ dedicam os próximos 15 dias para intensificar as articulações e os conchavos. O TC renova o seu comando no próximo dia 15 de dezembro. Já o TJ escolhe sua nova cúpula três dias depois, no dia 18.
A disputa pelo mando do Poder Judiciário é uma incógnita. O vice, Darcy Nasser de Melo, quer o cargo. Ele tem o apoio do atual presidente Henrique Lenz César. Sidney Zappa está inscrito como candidato, mas não se sabe ainda se poderá concorrer (leia matéria nesta página). Zappa bateu chapa com Lenz César dois anos atrás e perdeu.
Silva Wolf deve ser aclamado vice-presidente, no lugar de Nasser de Melo. Ele é único inscrito para o cargo, até o momento. A vaga de Oto Sponholz, hoje corregedor geral do TJ, é a mais cobiçada. Clotário Portugal Neto, Osires Fontoura e Tadeu Loyola da Costa trabalham para ter o apoio da maioria dos 35 desembargadores.
Essa é a última vez que Henrique Lenz César, Ronald Accioly, Alceu Ricci, José Luiz Perroti e Antonio Schiebel participam do processo eleitoral no TJ. Eles se aposentam e deixam o Tribunal no ano que vem. O primeiro a sair deve ser Ronald Accioly. Ele abre espaço para a primeira desembargadora do Paraná, Regina Helena Portes.
No Tribunal de Contas, a disputa está quente só nos bastidores. Como é tradição, os conselheiros só deixam vazar os acertos finais às vésperas da eleição. Nesse ano, o único a revelar suas ambições é Kielse Crisóstomo. O conselheiro quer ser presidente, no lugar de Artagão de Mattos Leão, que por três anos seguidos exerce a função.
Dos sete conselheiros, Crisóstomo e Henrique Naigeboren são os únicos que não foram presidente. Crisóstomo é visto como a bola da vez. Na sexta-feira, ele foi pedir apoio ao presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL). Naigeboren tem sido desestimulado a concorrer. Setores do TC acham que o seu parentesco com o governador Jaime Lerner - os dois são cunhados - poderia, numa campanha, ser mal interpretado pela oposição.
A troca de comando no TC deve se resumir à presidência. Um movimento interno trabalha para manter os atuais vice-presidente, João Féder; e o corregedor geral, João Cândido da Cunha Pereira. Os dois se aposentam compulsoriamente em um ano. A homenagem ajuda a evitar racha entre os conselheiros que, na eleição passada, se dividiram em grupos.
De um lado, apoiando o terceiro mandato consecutivo de Artagão de Mattos Leão estavam Kielse Crisóstomo, o próprio Mattos Leão, João Féder e João Cândido da Cunha Pereira. E do outro, os conselheiros Henrique Naigeboren, Rafael Iatauro e Nestor Baptista.Arquivo FolhaIncógnitaDesembargador Sidney Zappa, inscrito para disputar a presidência do TJ: dúvida sobre o pleito depois de infarto na semana passadaLeandro Donatti





