O prefeito de Brasilândia do Sul (72 quilômetros a sudoeste de Umuarama) , Djalma Buozzi dos Santos (PSDB), derrubou no Tribunal de Justiça (TJ) a liminar que o afastou do cargo no último dia 13 para apuração de denúncias de desvio de verbas na prefeitura. Santos reassume o cargo hoje. O presidente do TJ, Sidney Zappa, também suspendeu a quebra de sigilo bancário e fiscal e a indisponibilidade dos bens dos acusados imposta pelo juiz de Alto Piquiri, Rafael Marins Shwartz.
No despacho, Zappa sustenta não haver provas de que Santos estivesse obstruindo as investigações feitas pelo promotor Vilmar Antônio Fonseca, motivo que levou o promotor a pedir o afastamento do prefeito. De acordo com o presidente do Tribunal, também não há provas de que Santos e as outras pessoas envolvidas nas denúncias estariam se desfazendo do patrimônio para justificar a indisponibilidade de bens imposta pelo juiz. Quanto à quebra de sigilo bancário e fiscal, santos alegou que todas as informações já foram fornecidas.
O prefeito e dois secretários municipais são acusados de fraudar licitação e superfarturar em mais de 100% as obras de ampliação, reforma e compra de equipamentos do hospital municipal, totalizando R$ 100 mil. O prefeito negou ontem à Folha as acusações. Disse que o Ministério Público tem direito de investigar qualquer suspeita e que nunca se negou a colaborar. ‘‘No dia em que o promotor veio vistoriar o hospital, era final de expediente e não pudemos atendê-lo, mas depois nos colocamos à disposição e ele não voltou mais’’, alegou. Na ação, o promotor acusa o prefeito de tentar providenciar na última hora equipamentos que teriam sido comprados, mas não entregues ao hospital.

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