TJ deve julgar hoje recurso apresentado pelo empresário
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quinta-feira, 07 de dezembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O advogado João dos Santos Gomes Filho, que defende o empresário londrinense Alberto Youssef, entrou ontem com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, para tentar libertar seu cliente.
O habeas corpus foi distribuído, por sorteio, para 1ª Câmara Criminal ao juiz do Tribunal de Alçada, Luiz Gonzaga Milani de Moura, que está substituindo o desembargador Tadeu Costa no TJ. Apesar de não haver prazo definido, segundo a assessoria do tribunal, a expectativa é de que a decisão saia ainda hoje por se tratar de réu preso.
Além de Youssef, a Justiça de Londrina decretou a prisão de outras três pessoas que estariam envolvidas na movimentação de contas fantasmas: o servidor público municipal João Edson Danzinger, o João Boquinha; Antonio Carlos Neri Romero, o Carlinhos, apontado como segurança de Youssef; e Eroni Miguel Peres, cunhado. Os três continuam foragidos.
O delegado operacional Márcio Vinícius Amaro, responsável pelo caso, confirmou ontem ter informações de que Carlinhos estaria no Mato Grosso supostamente numa fazenda de um cunhado de Youssef, segundo informações obtidas pela Folha. Já Eroni Peres teria viajado para Curitiba para comprar carros. Inclusive a Polícia Civil de Curitiba já foi alertada, acrescentou o delegado. Não há informações sobre João Boquinha.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garret, acrescentou que todos os policiais civis do município foram orientados a cumprir o mandado de prisão contra os três foragidos, caso os encontre. Já Beto Youssef, segundo ele, continua preso no 3º Distrito Policial de Londrina, no Jardim Bandeirantes (zona oeste), em cela comum.
Além dos quatro pedidos de prisão, foram indiciadas pela Justiça outras seis pessoas, entre elas o superintendente regional do Banestado em Londrina, José Colette; a funcionária Maria Regina Fazan Bosqui, que seria gerente da conta da Freitas & Dutra; o gerente aposentado Wilson Maeda; e o ex-diretor de operações do banco, Gabriel Nunes Pires Neto. Todos são acusados pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.


